Móveis Coloniais de Acaju
Composição: Leonardo Bursztyn
Minha doce dor se esconde
Por trás de um sorriso
Comprado, corrompido
Feliz fingido
Penso, dispenso explicações
Não controlo meu super-ego
Impossível entender minha tristeza
Já desisti não existe porquê
Sou apenas mais um alegre deprê
Busquei em vão
Identificar
Motivos para não
Querer te guardar
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domingo, 28 de setembro de 2008
Copacabana
Móveis Coloniais de Acaju
Composição: Leonardo Bursztyn
Por você aprenderia
Esperanto e traria
Gorbatchev para uma série de palestras
Na casa da minha tia
Onde todos beberíamos chá
Na cada da minha tia
Fofocando sobre a Perestroika
Por você escreveria
Um livro sobre o insólito
Um almanaque simples, óbvio
Guia completo do amor
Uma enciclopédia do utópico
Um dicionário do amor
E em cada verbete
Um singelo lembrete:
“Em sua companhia quero estar”
Quero te ver de corpete
Te guiar num Corvette
E seguir sem destino pra chegar
Minha intuição não me engana
Você faz-me ser tão Copacabana
E o inferno lembrar
Fim de semana
Por você a Babilônia
Seria ali na esquina
E o Mar Mediterrâneo, uma mísera piscina
Cercada de cerca vivaI
solando nosso condomínio
Cercada e bem protegida
Pros Paparazzi não poderem olhar
Por você lecionaria
Iôga, Tai-Chi, terapia
Se a fizesse feliz e distendida
Buscaria em shopping centers
O elixir do Marajá
Comeria perdiz e ananás
Se estivesse prestes a te beijar
E em cada verbete
Um singelo lembrete:
“Em sua companhia quero estar”
Quero te ver de corpete
Te guiar num Corvette
E seguir sem destino pra chegar
Minha intuição não me engana
Você faz-me ser tão Copacabana
E o inferno lembrar
Fim de semana
segunda-feira, 2 de abril de 2007
O novo rock
Por LFH
Diante das circunstâncias, sinto-me compelido a protagonizar a primeira discordância de opiniões entre nossos articulistas - tá bom, é muita pretensão a minha reinvidicar esse título - na curta vida deste blog. O meu pensamento é basicamente o oposto do expresso no texto anterior. O rock brasileiro atravessa atualmente ótimo momento. Naturalmente, não me refiro ao rock explorado pelas grandes emissoras de rádio e TV, aquele destinado à massa e merecedor jabás e intensa divulgação. O rock mainstream está no limbo já faz um bom tempo e, para falar a verdade, ele cavou a lentamente a sua própria cova. O pivô desta decadência é a Internet, com seus infindáveis mecanismos democratizantes que libertam o amante da música da dependência das FMs - leia-se Myspace, Tramavirtual, Pandora, Allmusic e congêneres. Aos mais incautos, essa alegada democratização e facilidade de acesso talvez pareça uma sustentação paradoxa e elitista demais, principalmente se levarmos em consideração que uma ínfima parcela da população brasileira tem acesso à Web. No entanto, veja bem, estamos falando de rock. Salvo raríssimas exceções, o público brasileiro consumidor deste gênero não é exatamente o que se pode chamar de pé-rapado.
Por sua parcela de contribuição para a subversão das regras do mercado musical, posso dizer sem hesitar que o maior legado de bandas gringas como Strokes e, mais recentemente, Arctic
Monkeys, não são suas boas e energéticas canções, mas sim o espaço aberto e a esperança dada a outros grupos que têm a rede como principal forma de divulgação de suas músicas. Em terras tupiniquins, temos a nossa própria versão do grupo que trilha o caminho inverso do tradicional e estoura antes na Internet para depois cair nas graças das gravadoras, o Cansei de Ser Sexy. Apesar da evidente escrotice e excentricidade das garotas, é difícil negar que elas representam um fenômeno sem precedentes na história da música brasileira.
Seguindo uma tendência internacional, portanto, a atual cena do rock nacional está se consolidando por debaixo dos panos, bem longe dos ardilosos holofotes da grande mídia. O cenário underground impressiona pela organização. Fique bem claro que o termo underground aqui remete apenas ao que é feito à margem do mercado, não guardando relação alguma com a recorrente idéia de tosco e subproduzido. Festivais consagrados, tais com o MADA (Natal), Bananada (Goiânia) e Abril Pro Rock (Recife) dão suporte às bandas independentes, além de deixarem claro que o rock brasileiro não se limita a Brasilia e ao eixo Rio-São Paulo. Se a Internet facilitou o trabalho de divulgação do músico, os avanços tecnológicos no ramo da gravação permitem que qualquer artista registre seu álbum por um preço satisfatório e, o melhor de tudo, com uma boa qualidade. Aquele que não se contenta apenas com distribuição virtual do seu trabalho pode contatar um entre os inúmeros selos independentes disponíveis.
A despeito de tudo o que foi enumerado, pode-se argumentar que a cena independente ainda carece daquela tão almejada originalidade capaz de instigar o ouvinte, influenciar outros artistas e ditar novos rumos. O problema é que o rock nacional nunca, em toda sua história, primou por ser original. Como casos à parte, cito os Mutantes, banda de reputação internacional e inspiradora de artistas célebres como Beck e Sean Lennon; Ronnie Von, para o pasmo da maioria, o tiozão que hoje banca a dona de casa foi responsável por álbuns vanguardistas de pop barroco; os Secos e Molhados, precursores no rock progressivo brazuca; e Chico Science e sua Nação Zumbi, por sua personalíssima fusão de rock e ritmos regionais. Fora essas honrosas exceções, o que se fez aqui foi um arremedo do que se fazia lá fora. Nos anos 60, tínhamos nosso pastiche de Beatles fase 63-65, a famigerada Jovem Guarda. Na década de 80, predominava, sempre com pelo menos 5 anos de atraso, uma cópia inescrupulosa do Punk, do Pós-Punk e da New Wave. O IRA! era claramente influenciado pelo Clash; Dado Villa-Lobos tentava copiar Johnny Marr, e seu coleguinha Renato Russo imitava até os trejeitos de Morrissey; os Paralamas eram confessamente inspirados no Police. Havia também os gaúchos do Nenhum de Nós, cujo maior sucesso foi uma versão para Starman, de David Bowie. Não ser original não é, no meu ponto de vista, um demérito. O trunfo de nossas bandas de rock foi tornar palatável em português um gênero musical concebido originalmente em inglês. Alguém aí imagina um samba cantado em inglês? A ilustração é bizarra, mas a partir dela podemos aferir a ingrata tarefa dos que se metem a cantar rock em português. Muitas bandas, por convicção estética ou por pressão do mercado, mudaram de planos no transcorrer da carreira e resolveram encarar o desafio. Moptop, Gram, Ludov e Violins, só para ficar em alguns nomes, começaram cantando em inglês.
Bem, depois de tanto blablablá, o que afinal tem sido feito de bom? Não posso deixar de citar o Supercordas, que mistura elementos rurais ao pop etéreo praticado pelos Beach Boys em Pet Sounds. Também temos as crônicas metropolitanas do Terminal Guadalupe e o power pop adocicado do ímpar, que rendeu a distribuição do primeiro EP da banda pela maior gravadora americana Not Lame. Isso sem falar na banda Polar e suas composições melodiosas que devem agradar aos fãs de Coldplay.
Antes que me acusem de complexo de indie, conferindo atenção apenas ao que é deconhecido, digo que mesmo no restrito meio mainstream há bons trabalhos sendo realizados. Os Los Hermanos conseguiram superar o estigma de Anna Julia e firmaram uma carreira sólida, conciliando sucesso de público e crítica. Menos aclamados, Fernanda Takai e John Ulhoa vêm dando prosseguimento à viagem do Pato Fu em busca do pop perfeito. O Skank abriu mão das influências jamaicanas e não fez feio quando resolveu rezar pela cartilha dos Beatles (uma boa troca, não?). Quem se lembra do Cogumelo Plutão do hit Esperando na Janela? Depois do fim da banda, alguns de seus músicos se uniram ao vocalista Caio Márcio e, sob o nome de Crase, produziram um álbum calcado no britpop. Lançado por uma major, o trabalho foi pouco divulgado, mas suas canções de apelo pop acentuado descem redondo.
Terminal Guadalupe - Lorena foi Embora
Polar - Lua Nova
Supercordas - Ruradélica
ímpar - Eu Juro
Diante das circunstâncias, sinto-me compelido a protagonizar a primeira discordância de opiniões entre nossos articulistas - tá bom, é muita pretensão a minha reinvidicar esse título - na curta vida deste blog. O meu pensamento é basicamente o oposto do expresso no texto anterior. O rock brasileiro atravessa atualmente ótimo momento. Naturalmente, não me refiro ao rock explorado pelas grandes emissoras de rádio e TV, aquele destinado à massa e merecedor jabás e intensa divulgação. O rock mainstream está no limbo já faz um bom tempo e, para falar a verdade, ele cavou a lentamente a sua própria cova. O pivô desta decadência é a Internet, com seus infindáveis mecanismos democratizantes que libertam o amante da música da dependência das FMs - leia-se Myspace, Tramavirtual, Pandora, Allmusic e congêneres. Aos mais incautos, essa alegada democratização e facilidade de acesso talvez pareça uma sustentação paradoxa e elitista demais, principalmente se levarmos em consideração que uma ínfima parcela da população brasileira tem acesso à Web. No entanto, veja bem, estamos falando de rock. Salvo raríssimas exceções, o público brasileiro consumidor deste gênero não é exatamente o que se pode chamar de pé-rapado.
Por sua parcela de contribuição para a subversão das regras do mercado musical, posso dizer sem hesitar que o maior legado de bandas gringas como Strokes e, mais recentemente, Arctic
Monkeys, não são suas boas e energéticas canções, mas sim o espaço aberto e a esperança dada a outros grupos que têm a rede como principal forma de divulgação de suas músicas. Em terras tupiniquins, temos a nossa própria versão do grupo que trilha o caminho inverso do tradicional e estoura antes na Internet para depois cair nas graças das gravadoras, o Cansei de Ser Sexy. Apesar da evidente escrotice e excentricidade das garotas, é difícil negar que elas representam um fenômeno sem precedentes na história da música brasileira.
Seguindo uma tendência internacional, portanto, a atual cena do rock nacional está se consolidando por debaixo dos panos, bem longe dos ardilosos holofotes da grande mídia. O cenário underground impressiona pela organização. Fique bem claro que o termo underground aqui remete apenas ao que é feito à margem do mercado, não guardando relação alguma com a recorrente idéia de tosco e subproduzido. Festivais consagrados, tais com o MADA (Natal), Bananada (Goiânia) e Abril Pro Rock (Recife) dão suporte às bandas independentes, além de deixarem claro que o rock brasileiro não se limita a Brasilia e ao eixo Rio-São Paulo. Se a Internet facilitou o trabalho de divulgação do músico, os avanços tecnológicos no ramo da gravação permitem que qualquer artista registre seu álbum por um preço satisfatório e, o melhor de tudo, com uma boa qualidade. Aquele que não se contenta apenas com distribuição virtual do seu trabalho pode contatar um entre os inúmeros selos independentes disponíveis.
A despeito de tudo o que foi enumerado, pode-se argumentar que a cena independente ainda carece daquela tão almejada originalidade capaz de instigar o ouvinte, influenciar outros artistas e ditar novos rumos. O problema é que o rock nacional nunca, em toda sua história, primou por ser original. Como casos à parte, cito os Mutantes, banda de reputação internacional e inspiradora de artistas célebres como Beck e Sean Lennon; Ronnie Von, para o pasmo da maioria, o tiozão que hoje banca a dona de casa foi responsável por álbuns vanguardistas de pop barroco; os Secos e Molhados, precursores no rock progressivo brazuca; e Chico Science e sua Nação Zumbi, por sua personalíssima fusão de rock e ritmos regionais. Fora essas honrosas exceções, o que se fez aqui foi um arremedo do que se fazia lá fora. Nos anos 60, tínhamos nosso pastiche de Beatles fase 63-65, a famigerada Jovem Guarda. Na década de 80, predominava, sempre com pelo menos 5 anos de atraso, uma cópia inescrupulosa do Punk, do Pós-Punk e da New Wave. O IRA! era claramente influenciado pelo Clash; Dado Villa-Lobos tentava copiar Johnny Marr, e seu coleguinha Renato Russo imitava até os trejeitos de Morrissey; os Paralamas eram confessamente inspirados no Police. Havia também os gaúchos do Nenhum de Nós, cujo maior sucesso foi uma versão para Starman, de David Bowie. Não ser original não é, no meu ponto de vista, um demérito. O trunfo de nossas bandas de rock foi tornar palatável em português um gênero musical concebido originalmente em inglês. Alguém aí imagina um samba cantado em inglês? A ilustração é bizarra, mas a partir dela podemos aferir a ingrata tarefa dos que se metem a cantar rock em português. Muitas bandas, por convicção estética ou por pressão do mercado, mudaram de planos no transcorrer da carreira e resolveram encarar o desafio. Moptop, Gram, Ludov e Violins, só para ficar em alguns nomes, começaram cantando em inglês.
Bem, depois de tanto blablablá, o que afinal tem sido feito de bom? Não posso deixar de citar o Supercordas, que mistura elementos rurais ao pop etéreo praticado pelos Beach Boys em Pet Sounds. Também temos as crônicas metropolitanas do Terminal Guadalupe e o power pop adocicado do ímpar, que rendeu a distribuição do primeiro EP da banda pela maior gravadora americana Not Lame. Isso sem falar na banda Polar e suas composições melodiosas que devem agradar aos fãs de Coldplay.
Antes que me acusem de complexo de indie, conferindo atenção apenas ao que é deconhecido, digo que mesmo no restrito meio mainstream há bons trabalhos sendo realizados. Os Los Hermanos conseguiram superar o estigma de Anna Julia e firmaram uma carreira sólida, conciliando sucesso de público e crítica. Menos aclamados, Fernanda Takai e John Ulhoa vêm dando prosseguimento à viagem do Pato Fu em busca do pop perfeito. O Skank abriu mão das influências jamaicanas e não fez feio quando resolveu rezar pela cartilha dos Beatles (uma boa troca, não?). Quem se lembra do Cogumelo Plutão do hit Esperando na Janela? Depois do fim da banda, alguns de seus músicos se uniram ao vocalista Caio Márcio e, sob o nome de Crase, produziram um álbum calcado no britpop. Lançado por uma major, o trabalho foi pouco divulgado, mas suas canções de apelo pop acentuado descem redondo.
Terminal Guadalupe - Lorena foi Embora
Polar - Lua Nova
Supercordas - Ruradélica
ímpar - Eu Juro
sexta-feira, 30 de março de 2007
À nossa nova música nacional!!!
Por: Pedro G. K. V. M.
Esses dias, numa conversa de bar, rolou um básico papo sobre a nova música brasileira. E é um tanto triste pensar que não existe nada muito promissor vindo nessa nova leva nacional. A música brasileira sempre foi maravilhosa, com compositores e músicos que marcaram épocas. É fácil lembrar de cada momento da música nacional e citar grandes nomes que foram e continuam sendo marcos na nossa cultura, incluindo todos os estilos de música. Tom Jobim junto com Vínicius já estão eternizados há um longo tempo na música. Ao mesmo tempo os Mutantes sempre se mostraram inovadores numa época onde o único tipo de rock que existia aqui era a Jovem Guarda. O samba também teve seus momentos áureos com Cartola, Adoniran, Ari Barroso, Jamelão. Houve, ainda, os festivais da música brasileira, onde novos artistas puderam se opor à ditadura presente. Na década de oitenta, o rock marcando presença total no cenário, com Cazuza, Titãs, Ira, no lado mais alternativo com Ratos, Inocentes, Plebe. Uma grande mudança de cenário na década de noventa com Raimundos, Planet, Chico Science, O Rappa. (Ufa! Depois dessa breve retrospectiva eu cheguei onde queria) E agora? O que marcou a música nacional nesse novo milênio? Sei lá, já estamos em 2007 e pelo que eu me lembre, nada de muito novo surgiu por aqui. Essa década está sendo marcada por uma música pobre, sem aquela mesma ideologia ou a inovação dos anos anteriores. Nosso rock está completamente pobre! Charlie Brown, CPM, Detonautas, sem contar ainda com essa onda emo que impera na mídia. A MPB também não está lá essas coisas, tem muito artista bom fazendo sucesso lá fora, mas aqui você lembra de alguma coisa? Ao meu ver, essa falta de musicalidade fez-se subir à tona uma moda retrô, como os falshbacks das décadas de 70 e 80. Ou ainda essa moda das pessoas ficarem falando: "Ai, eu daria pro Chico Buarque!". É o ressurgimento de artistas que já tiveram a sua marca em algum momento do passado. Não estou dizendo que isso seja ruim, é até bom poder ouvir os Mutantes ao vivo, mas está faltando alguma coisa. Não sei, eu acho que eu estou meio sedento por coisas novas. Algum tipo de som que chame a atenção, e que seja original.
Esses dias, numa conversa de bar, rolou um básico papo sobre a nova música brasileira. E é um tanto triste pensar que não existe nada muito promissor vindo nessa nova leva nacional. A música brasileira sempre foi maravilhosa, com compositores e músicos que marcaram épocas. É fácil lembrar de cada momento da música nacional e citar grandes nomes que foram e continuam sendo marcos na nossa cultura, incluindo todos os estilos de música. Tom Jobim junto com Vínicius já estão eternizados há um longo tempo na música. Ao mesmo tempo os Mutantes sempre se mostraram inovadores numa época onde o único tipo de rock que existia aqui era a Jovem Guarda. O samba também teve seus momentos áureos com Cartola, Adoniran, Ari Barroso, Jamelão. Houve, ainda, os festivais da música brasileira, onde novos artistas puderam se opor à ditadura presente. Na década de oitenta, o rock marcando presença total no cenário, com Cazuza, Titãs, Ira, no lado mais alternativo com Ratos, Inocentes, Plebe. Uma grande mudança de cenário na década de noventa com Raimundos, Planet, Chico Science, O Rappa. (Ufa! Depois dessa breve retrospectiva eu cheguei onde queria) E agora? O que marcou a música nacional nesse novo milênio? Sei lá, já estamos em 2007 e pelo que eu me lembre, nada de muito novo surgiu por aqui. Essa década está sendo marcada por uma música pobre, sem aquela mesma ideologia ou a inovação dos anos anteriores. Nosso rock está completamente pobre! Charlie Brown, CPM, Detonautas, sem contar ainda com essa onda emo que impera na mídia. A MPB também não está lá essas coisas, tem muito artista bom fazendo sucesso lá fora, mas aqui você lembra de alguma coisa? Ao meu ver, essa falta de musicalidade fez-se subir à tona uma moda retrô, como os falshbacks das décadas de 70 e 80. Ou ainda essa moda das pessoas ficarem falando: "Ai, eu daria pro Chico Buarque!". É o ressurgimento de artistas que já tiveram a sua marca em algum momento do passado. Não estou dizendo que isso seja ruim, é até bom poder ouvir os Mutantes ao vivo, mas está faltando alguma coisa. Não sei, eu acho que eu estou meio sedento por coisas novas. Algum tipo de som que chame a atenção, e que seja original.
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